|
Brava: Câmara justifica despedimentos com problemas financeiros e de excesso de pessoal
Cidade de Nova Sintra, 12 Set (Bravanews) - Francisco Walter Tavares, Presidente substituto da Camara Municipal da Brava, em entrevista a Bravanews disse que os despedimentos estão sendo forçados pela grave situação financeira que encontraram.
De posse de documentos demonstrativos da situação real da edilidade, Tavares vai dizendo que ja duvidava de que a situação não era boa, mas não sabia que chegava a tal ponto.
Na sequencias de varias criticas sobre o momento dos despedimentos e as motivações, o Presidente Substituto avançou que fizeram uma analise do numero de funcionários e assalariados e com base nisso, entenderam que a edilidade tem pessoal em excesso.
Quanto aos critérios, o edil disse que são transparentes, pois baseados na analise conclusiva de que ha "excesso para as necessidades da Câmara Municipal, para alem de representar quase a totalidade das despesas correntes".
Afiançou ainda que foram definidos que deveriam não renovar contrato para com funcionários de determinados sectores e "baseado em ultimas entradas por categorias".
Francisco Tavares disse ainda que ha "contratos ilegais, porque feitos a 1 de Junho de 2012, um mês antes das eleições e também contratos com pessoas que exercem cargos que já não existem na pratica, como caso de guarda de antena parabólica (a antena já não existe no local), representante da agencia municipal da Furna (quando não existe agencia), entre outros casos".
Perante as criticas de que durante a campanha a equipa liderada por Orlando Balla garantiu de que ganhando não despediriam ninguém, e agora fazem completamente diferente, nosso entrevistado confessou que na altura desconhecia a real situação das finanças municipais. "Estávamos supondo de que as dividas situavam entre 15 a 20.000 contos".
Serão despedidos 15 pessoas e foi fechada uma frente de 26 pessoas na localidade de Cachaço.
Ainda sobre as criticas de perseguição política, Tavares defende argumentando de que 98% dos funcionários da Câmara são ligadas ao PAICV, o que "mesmo não querendo, acabaremos por atingir pessoas desta formação partidária".
Tavares avançou ainda que as dividas ascendem agora a 58.553 contos e assegura que o Presidente conhecia e bem a situação de desastre financeiro em que estava a Camara. "Numa acta de 31 de Agosto de 2011, o Presidente informava aos vereadores de que a situação da tesouraria municipal era caótica".
Tanto é que em 03 de Outubro de 2011 e 30 de Maio de 2012 o colectivo de vereadores aprovara um documento que autorizava o reforço de algumas das rubricas do orçamento.
A contenção das despesas, segundo Francisco Walter Tavares, abrange ainda comunicações, consumíveis, energia, água, electricidade, deslocações, etc.
Qualquer pessoa responsável, segundo Tavares, não teria outra solução, senão proceder ao despedimento de pessoas, pois a Camara da Brava, tão pequena e sem recursos, empregava 237 assalariados e paga subsidio de bolsa de estudo a 58 estudantes.
MS/Bravanews Comentarios
|
SPONSORS
Torna-te num SPONSOR!
Publicidade |
Copyright © 2012 Brava News Network. Reservados Todos Os Direitos.
Developed/Designed By:
CaboONE
Seu Commentario: